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O mosquito Aedes aegypti vem aterrorizando muita gente. Depois da epidemia de Dengue nos últimos anos, vemos agora um surto do Zika vírus e também alguns casos de Febre Chikungunya, todas transmitidas pelo Aedes aegypti. Mas como se não bastassem os seres humanos, o mosquito passou a ser motivo de preocupação também para os donos de cães e gatos.

A razão é a Dirofilariose, doença transmitida pela picada do inseto que resulta na presença de um parasita, que se aloja e se desenvolve no coração do animal, podendo levá-lo à morte.

Através da picada, o mosquito infectado passa para um cão ou gato sadio, transmite as larvas que irão se desenvolver no animal e causar a doença. A presença dos vermes nas artérias dificulta o bombeamento de sangue para o resto do corpo, que consequentemente, terá que fazer mais força. Com o passar do tempo e a presença de diversos parasitas dentro do coração, a consequência é seríssima: uma insuficiência cardíaca, podendo causar até o óbito do animal.

Os sintomas podem variar e vão desde tosse, falta de ar, diminuição do peso, coloração mais escura da língua, intolerância ao exercício e, nos estágios finais provavelmente terá insuficiência cardíaca, falência de órgãos, como fígado e rins, podendo apresentar ascite causando um aumento do volume abdominal e ainda edema pulmonar.

Prevenção – Mas o que fazer para evitar o problema? Será que os animais podem usar repelentes? De acordo com a veterinária Danielle Raro, existem no mercado alguns medicamentos sob a forma de comprimidos ou tabletes palatáveis, que devem ser administrados via oral, mensalmente.

Vet.

Há ainda a opção de pipetas, coleiras, sprays e talcos que contém princípios ativos com a função repelente, afastando os mosquitos.

“Muitas vezes, podemos combinar o uso de pipetas, coleiras e os medicamentos via oral mensal, protegendo assim os pets, da melhor forma possível. Mas é bom lembrar que devem ser usados respeitando os prazos para serem aplicados, não deixando passar o período certo para reaplicar ou administrar via oral, o produto”, comentou Danielle.

Muita gente não sabe, mas também há no mercado uma vacina para a dirofilariose, que age eliminando as microfilárias.

Tratamento – Mas e se o meu animalzinho já estiver infectado, o que devo fazer? Nesse caso, como alerta Danielle, o tratamento vai depender do estado geral do animal e do estágio em que a doença for descoberta. Quanto antes tiver um diagnóstico, melhor.

“Muitas vezes o estágio da doença já está tão avançado, que o tratamento fica bem complicado e até pode trazer risco de vida ao animal, pois dependendo da carga parasitária pode causar um tromboembolismo e levar o animal a óbito. É preciso fazer o tratamento para eliminar as formas adultas do parasita e as microfilárias, tratamentos com adulticida e microfilaricida, respectivamente. Os sintomas e consequências da doença devem ser tratados conforme forem surgindo”, afirmou.

Lembrando que o diagnóstico da doença deve ser feito por um médico veterinário que irá fazer histórico e anamnese baseados nas informações que o proprietário irá fornecer, junto com o exame clínico.

“Associando exames complementares como os laboratoriais, como o de sangue onde será detectada a presença de microfilárias na corrente sanguínea, além de radiografia de tórax, eletrocardiograma e ecocardiograma”, concluiu.

Por isso, a melhor maneira de tratar é prevenindo! Quem ama cuida! Fique de olho no seu peludo. Elimine focos do mosquito e não deixe de protegê-lo!

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