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Foi aprovado na semana passada pelo Ministério da Agricultura (MAPA), o primeiro medicamento para tratamento de Leishmaniose em cães, no Brasil. O órgão acredita que o Milteforan, deverá ser comercializado a partir do início do ano que vem. A partir de janeiro de 2017, o tratamento com o remédio será permitido em todo o Brasil.

A doença é vista hoje como um dos maiores problemas em saúde pública, em várias cidades do país. É um tema que gera muita polêmica entre os órgãos públicos que defendem a eutanásia do animal com a doença e os médicos veterinários e proprietários que defendem o tratamento. Os órgãos se apoiam em Leis que proíbem o tratamento de cães com leishmaniose visceral canina, através do uso de medicamentos que são utilizados no Brasil (ou importados) para o tratamento de humanos. A alegação das Leis para a proibição é de que pode se criar uma resistência a droga usada para tratamento humano, se a mesma for usada em cães.

Vale lembrar, que em boa parte do mundo, a doença já é tratada com a droga proibida por aqui, e com outras de uso comum até na própria rotina médico veterinária.

O fato do cão ter que ser eutanasiado quando é confirmado como portador da doença, cria um grande entrave até para que os proprietários vacinem seus animais. Pois para que o animal possa ser vacinado contra a doença, tem que se fazer primeiro exames para confirmar que o cão não é portador da mesma. E isso deixa os proprietários em verdadeiro pânico, evitando assim, que levem os cães para fazer o exame, e logo a prevenção através da vacina.

A doença é transmitida pelo mosquito palha. Essa espécie de inseto, tem hábitos noturnos, e é encontrada em lugares com matéria orgânica e sujeira, já que são atraídos pelos mesmos. Por isso o ideal é sempre manter o ambiente limpo, vacinar os cães contra a doença, usar produtos repelentes no animal como pipetas e coleiras, e telar os lugares onde o cão fica, evitando assim que o mosquito pique o animal.

Trechos da Nota Técnica emitida pelo MAPA:    Norma tecnica leishmaniose

“Por meio da Nota Técnica Conjunta n° 001/2016 MAPA/MS, assinada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento e pelo Ministério da Saúde foi autorizado o registro do produto MILTEFORAN, sob número SP 000175-9.000003, de propriedade da empresa VIRBAC SAÚDE ANIMAL, indicado para o tratamento da leishmaniose visceral de cães.”

E ainda: “O licenciamento do medicamento foi emitido respeitando-se as determinações da Portaria Interministerial n°1.426 de 11 de julho de 2008, que regulamenta o tratamento de cães, proibindo tratamento da leishmaniose visceral (LV) com produtos de uso humano ou não registrados no MAPA.”

A Nota Técnica ainda ressalta que: “Cabe destacar que o tratamento de cães com LVC não se configura como uma medida de saúde pública para controle da doença e, portanto, trata-se única e exclusivamente de uma escolha do proprietário do animal, de caráter individual.”

Ou seja: caberá ao proprietário/tutor do cão, decidir se quer que seu animal seja tratado ou não.

Mas é muito importante frisar que: mesmo tendo, em breve, a possibilidade de tratamento do cão acometido pela doença aqui no Brasil, o mais importante é a PREVENÇÃO! É evitar que seu animal adquira a doença. E para isso existem a vacina, as pipetas, coleiras e a higiene!

Prevenção é tudo, quem ama protege!

(Fotos/imagens: internet)

Medica Veterinaria Dani RaroDanielle Raro – Médica veterinária

 

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